
Opinião dos leitores
Comentários dos 'pré-leitores'
Algumas pessoas tiveram acesso a alguns dos contos, antes da impressão do livro. Veja a opinião delas:
A morte do Meireles
Muito bom o Meireles bêbo! 😅
Rosy Isaías (Belo Horizonte, MG)
A semana rubra e negra
Ficou muito bom!!! Ele me impressionou bastante. Eu viajei enquanto lia, como se estivesse assistindo um filme.
Alisson Dias (Belo Horizonte, MG)
FORTE!!! Da metade para a frente, esqueci que era um sonho. Gostei do conto, de verdade. É impactante. Mexe com o imaginário.
Rosy Isaías (Belo Horizonte, MG)
É muito bom. Tô impressionada! É violento, sangrento, estranho... Mas é bom demais.
Roselaini do Carmo (Belo Horizonte, MG)
Cândida e outras vidas
Gostei muito. Eu achei incômodo, mas, talvez por isso mesmo, muito bom.
Bárbara Silveira (São Paulo, SP)
Em isolamento
Sensacional!! Gostei do Zé Geraldo!! Qualquer dia tomo umas cervejas com ele!!!
Rodney Cavichioli (Curitiba, SP)
Genial! Amei! Louca para ler o livro.
Jacira Campos Coelho Almeida (Virginópolis, MG)
Muito bom... adorei
Yule Roberta Ferreira Nunes (Montes Claros, MG)
Amei demais!!!
Kelli Ramos (São Paulo, SP)
Muito bom, Fernando! Adoro sua escrita!
Valeria Ruiz (Belo Horizonte, MG)
Adorei!!! Vontade de conversar com esse Zé Geraldo!
Flávia Coelho (Lavras, MG)
Excelente! Obrigada por compartilhar.
Daniele Souza (Belo Horizonte, MG)
Sobre o livro
O mundo contém muitas vidas desenroladas em diferentes circunstâncias. Neste livro, vidas imaginárias, mas que poderiam muito bem ser reais, são apresentadas em linguagens tão distintas quanto as próprias.vidas que essas linguagens apresentam.
Nos vários contos, tensão, sensibilidade e humor se alternam e se misturam em diferentes doses. Pessoas comuns, vidas comuns, situações inusitadas. Eis o livro!
A morte do Meireles
Meireles e Pacheco conversam, os cérebros embotados pelo álcool, num fim de noite de boteco. Meireles acha que está morrendo; Pacheco procura levantar-lhe o moral. As vidas parecem vazias, as palavras boiam na superfície dos lugares comuns e as sensações são enganosas.
"Você já morreu alguma vez?" A pergunta saiu meio embolada, na voz pastosa de muitas cervejas do Meireles. O Pacheco, com o cérebro também já meio embotado pelo álcool, arregalou os olhos, sem saber se tinha entendido: "Ahn?"
Cândida e outras vidas
Cândida passou a vida servindo. Serviu à sua família e, depois que seus pais e irmãos se foram, serviu aos viajantes que lhe bateram à porta. Um dia, vê-se espoliada de tudo e abandona o nada que lhe restou em busca de uma nova vida. Ao fim, é outra mulher, mas que mulher é esta?
"Cândida. Este o nome que lhe fora dado. Porque o aceitara, por isto, sua vida transcorrera conforme havia sido. Dela, de sua mesma vida, serviram-se os seus pais e seus irmãos e, quando todos se foram e ela ficara só em sua casa, por sina do seu nome, serviram-se dela vários homens: passantes que, passando defronte à casa, entravam, buscando repouso, pouso e repasto para o estômago e suas carnes."
O dia em que meu noivo surtou
Manhã de sábado e Clara se levanta assustada: ela dormira demais e seu noivo já está à porta para levá-la ao shopping. Ela se arruma às pressas e sai correndo, mas o dia que a aguarda é um pesadelo em que seu amado, irreconhecível, comporta-se como um grosseirão detestável.
"Ele me olhou com um ar esquisito durante algum tempo e eu achei que ele ia me falar alguma coisa, mas, de repente, sem dizer mais nada, ligou o carro e arrancou — não me deu um ‘bom dia’, não me deu um beijo, nem acariciou minha perna, como sempre fazia quando saíamos juntos de carro"...
Tião Jornel
Tião Jornel é um jornaleiro de outros tempos que percorre as ruas anunciando manchetes fantasiosas. Chega o dia, contudo, em que a comunidade em que ele mora se torna notícia. Como ele a anunciará? E como seus fregueses reagirão a ela?
"Ao jor-nel! Ao jor-nel! Aaaao Diiiiiii-ário! Ao Diário! Dipromata marciano recebido no Palaço do Pranalto!" Abri os olhos e, a princípio, não reconheci o lugar em que estava; olhei para o lado e vi Marília que, aparentemente, estava nas minhas mesmas condições: olhava em volta, como se tivesse acabado de acordar, também perdida em nosso quarto novo."
O belíssimo pé de Zé Messias
Zé Messias, um homem tímido e ingênuo, é faxineiro em uma agência de publicidade. Ao tentar ajudar uma colega por quem nutre uma paixão platônica, ele vira motivo de chacotas na empresa. Um convite inesperado dos patrões apresenta-se, então, como uma oportunidade de impressionar os colegas e, ainda por cima, conquistar a sua Marlene. Será?
"Walter olhou com o olhar superior que era de se esperar e, naquela inspeção reprovadora que vai da cabeça aos pés, deu com os pés descalços do Zé. Primeiro seu rosto foi tomado por uma expressão de surpresa, transmutada em seguida num largo sorriso e numa alegria e excitação inesperadas."
A semana rubra e negra
Domingo à noite, um governador, no seu duplo papel de bandido nas sombras e defensor da moral e da segurança pública à luz dos holofotes, anunciou em frente às câmeras, a construção de cercas eletrificadas em torno das favelas, prometendo, ainda, o fechamento imediato dos terreiros e a proibição do culto aos ‘demônios’ africanos. A resposta dos orixás é uma semana brutal e... surpreendente...
"Quando seu pronunciamento se encerrou, ouviram-se vivas, palavras de ordem e foguetes provenientes das janelas e varandas dos edifícios de classe média alta e, também, de algumas igrejas. Dos morros, por outro lado, veio impressionante silêncio. ... a sociedade de bem, confortavelmente sentada em seus apartamentos, entregou-se mais avidamente, ainda, à grande polêmica e despejou seus dejetos mentais no espaço cibernético."
Seja o que Deus quiser!
Um agrônomo dedica sua vida inteira à fazenda experimental do estado da qual é diretor. Esquecido nos confins do sertão, ele cria laços com a comunidade do entorno e busca a efetivação da equipe leal e competente de trabalhadores braçais que o assiste na lida diária. Mas, enquanto ele trabalha, o mundo muda e ele só vai se dar conta disto tarde demais...
"E, assim, passaram-se os anos. Aristides, agora já adiantando-se em idade, por fim, se deu conta de que sua estação experimental não significava nada para o governo: se, por um lado, não dava grandes despesas, por outro, não gerava renda e, principalmente, não rendia votos a ninguém. Para a estação, não havia planos; dela não se esperava nada."
Em confinamento
Meireles está de volta; agora, confinado pela pandemia em sua casa humilde. Isolado do mundo, ele tenta se libertar da opressão da solidão e do luto compartilhando sua cerveja, suas tristezas e sua revolta com o pinguim de geladeira que herdara de sua avó...
"Isolado dentro de casa pela covid, pela solidão, pela desilusão, pela idade, pelo sobrepeso e pela hipertensão, resolvera beber uma com o pinguim da geladeira. É, o pinguim da geladeira. Herdado da avó. ... Então, foi à geladeira, pegou uma garrafa de cerveja, colocou-a em um porta-garrafa de isopor azul e pôs no centro da mesa. Cerimoniosamente, pegou seu companheiro de louça, pondo-o cuidadosamente sobre a mesa em frente ao pires e ao copinho: "Companheiro, hoje, vamos comemorar!"
O homem de Deus
Um pastor evangélico morre e, iludido com as suas próprias dissimulações, chega ao portão do inferno crendo que está à entrada do Céu. Quem o recebe é um demônio-porteiro cínico e irreverente que, transmutado em anjo para melhor impressionar seu novo hóspede, apresenta-o à sua nova vida e lhe desvenda a sua própria consciência.
"Um homem de Deus, vindo a falecer, viu-se diante de um grande portão, num ambiente desbotado por densa neblina, e acreditou que aquela era a entrada do Reino dos Céus, conforme lhe haviam prometido as Sagradas Escrituras e o seu bispo. Assim, um pouco nervoso, e na expectativa de muitas eternas bem-aventuranças, puxou a corda ao lado do portão, fazendo soar um sino, e aguardou que algum anjo ou, quem sabe, o próprio Senhor viesse atendê-lo."
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