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ENCRUZILHADAS

Em meados da década de 1990, Adolfo vive solitário e frustrado em uma cidade grande. Escritor obscuro, recém-chegado aos 40 anos, sente-se em uma encruzilhada, quando é conduzido aos limites da resistência psicológica pelo final infeliz de uma paixão meteórica. Esta paixão o leva a perder seu emprego e à decisão de retornar à sua pequena cidade natal, onde recomeça a vida. Nestas páginas, Adolfo nos revela um mosaico de lembranças: encontros e reencontros com personagens pitorescos e com as memórias de sua juventude, acontecimentos inusitados, e o reencontro com o amor que, finalmente, o conduz a mais uma encruzilhada.

Encruzilhadas pode ser lido como um livro de contos - uma coletânea de histórias curtas e independentes. Mas o leitor que se dispuser a passear por essas histórias na sequência em que o autor as apresenta, vai terminar a leitura com a sensação de quem leu um romance: as histórias são delicadamente concatenadas

e os personagens transitam entre elas, criando um clima de familiaridade e cumplicidade com o leitor.

CONTOS DE OUTROS MUNDOS

O mundo dos sonhos, o mundo da imaginação, o mundo da fantasia, o mundo da demência, o mundo da loucura e os momentos em que eles se fundem, se confundem e carregam consigo a realidade (e o mundo real que, tão insólito, às vezes, não se distingue do sonho ou do pesadelo). Mundos que permeiam nossas vidas; que às vezes nos amparam ou onde se escondem nossos mais profundos temores; onde muitas vezes buscamos abrigo ou caímos — ou somos jogados — e onde nos debatemos, aterrorizados, para fugir. Esses, os mundos onde estes contos se desenrolam. Em cada um deles, paisagens, temas, emoções e sentimentos diferentes, descritos, cada qual, em uma linguagem particular.

O ESPELHO VIRTUAL

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Este livro é fruto da relação, muitas vezes conflituosa, entre o autor e as redes sociais.

"Depois de entrar e sair repetidamente; ver e ouvir o que queria e não queria; fechei-me, abri-me e surpreendi-me, deixando-me afeiçoar (ou não) a pessoas virtuais. Finalmente, encontrei, nos links, 'status' e comentários da rede, inspiração para me olhar, e o ambiente para compartilhar com outros o que vi ­- muitas vezes, em linguagem poética.

Encontrei quem se emocionasse com o que despejei em suas telas, o que me encorajou a coletar esses escritos e colocá-los no papel – a mídia que, confesso, ainda me emociona mais (haverá quem compartilhe comigo deste anacronismo?)

O que apresento neste livro, são textos revisados do que, na rede, foi composto de supetão, como rascunhos emocionais. Entre eles, alguns poemas enxertados de outras épocas.

O espírito, contudo, permanece.

CÂNDIDA E OUTRAS VIDAS

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O mundo contém muitas vidas desenroladas em diferentes circunstâncias. Neste livro, vidas imaginárias, mas que poderiam muito bem ser reais, são apresentadas em linguagens tão distintas quanto essas próprias vidas. Nos vários contos, tensão, sensibilidade e humor se alternam e se misturam em diferentes doses.  Meireles e Pacheco conversam, os cérebros embotados pelo álcool, num fim de noite de boteco. Meireles acha que está morrendo; Pacheco procura levantar-lhe o moral. As vidas parecem vazias, as palavras boiam na superfície dos lugares comuns e as sensações são enganosas. Cândida serviu à sua família e, depois que seus pais e irmãos se foram, serviu aos viajantes que lhe bateram à porta. Um dia, vê-se espoliada de tudo e abandona o nada que lhe restou em busca de uma nova vida. Ao fim, é outra mulher, mas que mulher é esta? Manhã de sábado, Clara dormira demais e seu noivo já está à porta para levá-la ao shopping. Ela se arruma às pressas e sai correndo, mas o dia que a aguarda é um pesadelo em que seu amado, irreconhe-cível, comporta-se como um grosseirão detestável. Tião Jornel é um jornaleiro de outros tempos que percorre as ruas anunciando

manchetes fantasiosas. Chega o dia, contudo, em que a comunidade em que ele mora se torna notícia. Como ele a anunciará? E como seus fregueses reagirão a ela? Zé Messias, um homem tímido e ingênuo, é faxineiro em uma agência de publicidade. Ao tentar ajudar uma colega por quem nutre uma paixão platônica, ele vira motivo de chacotas na empresa. Um convite inesperado dos patrões apresenta-se, então, como uma oportunidade de impressionar os colegas e, ainda por cima, conquistar a sua Marlene. Será? Domingo à noite, um  governador anuncia em frente às câmeras a construção de cercas eletrificadas em torno das favelas e promete, ainda, o fechamento imediato dos terreiros e a proibição do culto aos ‘demônios’ africanos. A resposta dos orixás é uma semana brutal e... surpreendente. Um agrônomo dedica sua vida inteira à direção de uma fazenda experimental do estado. Isolado nos confins do sertão, ele não vê o mundo mudar enquanto ele trabalha e só vai se dar conta disto tarde demais... Meireles está de volta. Confinado em casa pela pandemia, ele tenta se libertar da opressão da solidão e do luto, compartilhando sua cerveja, suas tristezas e sua revolta com o pinguim de geladeira que herdara de sua avó. Um pastor evangélico morre e, iludido com as suas próprias dissimulações, chega ao portão do inferno, crendo que está à entrada do Céu. Quem o recebe é um demônio-porteiro cínico e irreverente que, transmutado em anjo, apresenta-o à sua nova vida e lhe desvenda a sua própria consciência.

ESCRITURAS PROFANAS

Nestas ‘Escrituras Profanas’, o autor transporta seu leitor para uma região indefinida no Brasil, em um futuro não tão distante. A paisagem é de desolação, num mundo que busca sobreviver a décadas de turbulências, em que forças econômicas, sociais e políticas se enfrentaram, provocando inúmeras guerras locais, terrorismo e distúrbios sociais. Ao longo desse período, a população mundial se reduziu, afundou na pobreza e os recursos naturais e meios de produção foram exauridos de forma irresponsável. Agora, um período de paz parece se iniciar, conduzido por uma ordem religiosa que se estabelece como única força organizada sobrevivente ao caos. Para construir esta paz, contudo, a Ordem dos Designados de Nume pretende impor a obediência cega à palavra de seu deus, codificada pelo primeiro dos Designados no seu Livro Sagrado. A doutrina de Nume, na realidade, é a ressurreição de valores de antigas civilizações humanas; valores como o império do homem sobre a natureza, a dominância social masculina, o menosprezo à razão, o controle religioso da educação e o preconceito contra tudo o que se desvie dos padrões estabelecidos.

Neste entardecer civilizatório, Jesuína, uma professora infantil, se insurge contra a doutrinação de seus alunos e contra as injustiças do sistema que se quer impor. Por isto, ela é desligada da escola onde leciona e, depois de malsinada pelo líder religioso local, deixa a vila onde mora, em busca de sua terra natal, onde pretende recomeçar a vida. Em sua longa caminhada, contudo, ela passa a ser acompanhada por outras pessoas, perseguidas ou desiludidas com a Ordem de Nume, e que esperam que ela as conduza pela Grande Noite até o Novo Dia que todos aguardam.

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© 2022 Fernando Amaral da Silveira.
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